5 motivos pelos quais você não é feliz

Essa semana em um bate-papo bacana com uma colega de faculdade discutíamos porque as pessoas sofrem tanto. E, nesse vai-e-vem de ideias, anotei 5 prováveis motivos que causam a sua (e a minha) infelicidade. Comecei a pôr em prática algumas coisas e, naturalmente, a vida fluiu. Veja só:

1. Mude seu ponto de vista

Todo dia você acorda do mesmo jeito, do mesmo lado da cama, usa as mesmas pantufas e repete uma rotina enganosamente segura, porque é cômodo, fácil e otimiza o nosso tempo. Mas esse feijão com arroz precisa ser quebrado. E nem sempre é na forma como fazemos as coias, mas sim como pensamos sobre elas.

Comece a olhar para o outro, tente se colocar no lugar dele. É extremamente fácil julgar as pessoas quando não é a gente que sente o que elas sentem. Converse, dê uma chance: cinco minutos falando sobre o clima, se abriu uma pizzaria nova na cidade ou qualquer motivo. Tente ouvir mais do que falar e, depois, reflita sobre o que ouviu e faça um comparativo com suas expectativas e a realidade. O que foi possível aprender com isso?

2. Não crie expectativas

Parece fácil falando, é apenas não criar e ponto. Todavia, sabemos que está longe de ser assim. A expectativa faz parte do nosso dia-a-dia e, ela nos enche de uma falsa sensação de ser/estar feliz porque é, neste momento, mesmo sabendo que não devemos criar expectativa, que estamos a alimentando com o temos de melhor: a esperança.

Acredite: você pode ter acordado em um dia lindo, passarinhos cantando, nenhuma nuvem no céu, o expediente foi incrível e sua chefe te fez um elogio. Uau! Mas, chegando em casa, doido pra contar aos outros sobre aquele dia, algo não esperado acontece e BUM! Seu balãozinho de expectativas é furado com uma única alfinetada e tudo vai por água abaixo.

Portanto, mesmo que esteja feliz, mesmo que esteja esperançoso por algo e crie muita expectativa, mantenha sempre um pé atrás. Se aconteceu, ok, ótimo! Se não aconteceu, que pena, bola pra frente. E segue a pergunta anterior: o que eu aprendi com isso?

3. Ser humano e ser besta são coisas diferentes

Sorte que eu aprendi isso cedo, aos 20, porque tenho pelo menos mais 80 anos pra colocar esse mantra em prática. Há muita diferença entre ser humano e ser besta. Ser humano é quando alguém precisa da sua ajuda, você nota que é um pedido real e vai lá e ajuda a pessoa. Todo mundo merece ser ajudado por algum motivo, desde que fique bem, saudável, feliz. Ser humano é se colocar no lugar do outro e procurar resolver um problema que não é seu. Ser besta é repetir a dose.

Um exemplo: fulano está passando por dificuldades e disse que precisa de dinheiro para comprar o presente de aniversário da mãe. Você, com toda a humanidade no seu coração, empresta a grana, dá um sorriso e até deseja boa sorte. Fulano ri nas suas costas. Na semana que vem, esta mesma pessoa, que viu em você uma oportunidade de se dar bem, vai te pedir outra coisa. E assim vai, uma bola de neve na qual você, sendo besta, está no centro e desce a ladeira se sufocando cada vez mais. Fica esperto! É preciso saber dizer não.

4. Aprenda a dizer não

Essa foi extramente difícil pra mim porque meus pais sempre me ensinaram a ajudar a todos – tópico anterior. E a gente cresce com esse sentimento de estender a mão para, quando precisar, ter outra estendida de volta pra você. Mas nem sempre é assim. Por isso, é preciso aprender a dizer não. Enquanto a gente não aprende isso segue fazendo mais do que pode, acumulando tarefas, resolvendo problemas que não são seus e se prejudicando porque tem vergonha de falar não para alguém. Pare com isso, apenas pare.

Dizer não é uma maneira muito útil pra saber o quanto você vale pra alguém. Se a pessoa que está te pedindo o favor levar um não e não se magoar, entender seu lado e conversar com você, agir de forma natural, ter empatia: esta pessoa está (provavelmente) sendo verdadeira e, esse nãozinho levado, já vai filtrar os pedidos para  te solicitar apenas quando for realmente necessário.

Já se este ser for um espírito de porco atravessado na Terra, alguém que deseja apenas sugar você, como um carrapato em um cachorro sujo, esse não irá assustá-lo, perturbá-lo. Por um único posicionamento que você toma (para se salvar) este aproveitador irá se sentir menor do que você, ver sua atitude como ato de rebeldia porque, naturalmente, ele está acostumado a ter tudo de você, a te manipular. Acredite: o opressor detesta quando o oprimido reconhece sua condição e luta contra ela. Logo, bye-bye baby: o espírito de porco não vai mais te perturbar – pois vai achar outro idiota para ser manipulado.

5. Se isole de pessoas tóxicas

Não sei você, mas eu acredito muito nos meus instintos. Por que? Sempre que confiei neles me dei bem e, quando não os ouvi, algo de ruim aconteceu. Isso também pode servir com os relacionamentos do dia-a-dia. Cuidado com pessoas tóxicas. Uma pessoa tóxica é aquela que sempre está com ar negativo, nunca traz positividade, aproveita toda chance para te colocar para baixo, manipular ou tirar algo de você. E existe diferença entre uma pessoa tóxica e alguém com depressão: se for o segundo caso, esta pessoa precisa de ajuda psicológica e familiar, se for o primeiro, quem precisa de socorro é você!

Às vezes, por comodismo, a gente mantêm relacionamentos com pessoas tóxicas: pessoas que julgamos ser amigos, colegas de trabalho, galera na faculdade ou no colégio, um frequentador do seu grupo religioso ou sei lá. E, estas pessoas, por mais que nosso instinto avise que elas irão nos fazer mal, camuflam-se muito bem, se aproximam da gente, conquista a confiança, nos envenenam e sugam nossa alma como um dementador.

Quando você vê, está protegendo quem não deve, dando seu tempo, carinho e paciência a alguém que te usa, controla, manipula, ofende, criminaliza. O problema é que, quando chega a este ponto, a gente se sente em uma teia, na qual quanto mais se debate para sair, mais preso e enrolado fica. Mas é preciso tentar. Se, no primeiro olhar, algo te disser “não se aproxime, alerta de espírito de porco”, é melhor ficar na tua.

No entanto, se depois de anos de convivência esse instinto começar a gritar nos seus ouvidos, tente sair da teia. Converse com alguém, procure ajuda, outros pontos de vista. Vá pelo caminho contrário ao feito até aqui: diga não, dê atenção a outros, imponha limites. Libertar-se da toxidade de alguém é receber de presente novos pulmões para respirar o mundo.

Bom, estes foram alguns pontos avaliados e, quando comecei a pôr em prática, passei a ser muito mais feliz. Nem sempre a felicidade vai ser o que a gente precisa ou o que a gente merece, mas você poderá notar: aos poucos você irá ficar mais forte, criar escudos e se proteger do terror da infelicidade.

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